Sábado, 29 de Setembro de 2007

Chicken Madras

Proponho aqui um dos meus pratos favoritos da culinária indiana. E perguntam vocês, mas o que é que este gajo percebe de cozinha indiana? Absolutamente nada, obviamente. Nunca estive na Índia, nunca ninguém me ensinou, sei apenas que já fui a restaurantes indianos, que gosto da comidinha picante, e sei também que com a imaginação bem aplicada e orientada, tudo se faz (quase tudo, já tentei fazer Sushi e correu mal, mas ainda lá volto).
 
Mas então, como é que se faz um prato de comida indiana sem saber fazer? É estupidamente fácil porque alguém já fez por nós 90% da coisa e pô-la à venda no Modelo, onde procurando bem (provavelmente no Continente também, mas a minha urbanidade não vai além do Modelo da Quinta do Conde) encontram uma prateleira cheia de estranhos produtos das marcas Geetas e Patak's. No caso vamos querer um frasco de Patak's Madras (vão para o que diz “medium hot” porque aquilo já puxa tanto que o “hot” é puro suicídio por auto-combustão.
 
Já temos então a parte Madras, falta-nos a parte chicken, que está em inglês para parecer um prato armado ao pingarelho mas que não passa de peitos de frango (1 por pessoa) cortados um cubos pequenos. Depois de descongelados, é colocá-los sobre a tábua, cortar longitudinalmente em tiras e depois em cubos. Temperar com um pouco de sal e pimenta branca. Numa caçarola (aquela coisa que não é panela nem tacho porque só tem uma pega e muito comprida), fazemos um refogado com um pouco de azeite, cebola cortada em pedaços (à toa mesmo, pode descascar, isso convém, cortar em rodelas e depois esfrangalhá-la toda com a faca com cuidado para colocar na caçarola apenas cebola, este prato não leva pontas de dedos na confecção), alho cortado em fatias, 3 folhas de louro e – se tiver – uma pitada de Gengibre em pó Margão (em alternativa use 4 ou 5 cabeças de Cravinho). Deixe refogar bem até libertar cheirinho (o refogado, bem entendido) e junte a carne. Envolva bem em lume alto mexendo bem durante cerca de 1 minuto e acrescente 2 colheres de sopa de Patak's Madras por cada peito de frango (depois pode acrescentar mais se quiser aquilo ainda mais picante). Mexa bem com o lume no máximo durante mais um minuto para o molho ficar bem agarradinho à carne e acrescente então leite (magro ou meio-gordo. Poderia ser natas, mas isso não é saudável – as de soja são mas também são caríssimas – e deixam o molho demasiado espesso) até cobrir a carne. Mexa mais um pouco para misturar bem e baixe o lume de forma a que fique a ferver mas sem borbulhar desalmadamente (o chamado lume brando, mas no fundo isso não quer dizer nada).
 
Ainda que não necessite de ficar em contemplação, não se afaste muito, convém dar uma mexidela de vez em quando e ao fim de uns 15 minutos verificar os temperos (no caso, o sal e o nível de picante). Deixe ao lume durante mais uns 20 minutos, não mais para evitar que o molho seque demasiado (contudo, se estiver demasiado liquido, deixe mais um pouco para evaporar o leite que pôs a mais). Acompanhe com arroz Basmati Cigala cozido (1 minuto) só com sal. Não sei se é assim que fazem nos restaurantes indianos, mas que fica igual, fica. Bom proveito.

 

 

publicado por joao moreira de sá às 11:11
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Entrem e sirvam-se à vontade

Os Manjares do Arcebispo estreiam-se hoje aqui no Sapo, juntando-se ao resto da “família” com a promessa de receitas, eventualmente pouco ortodoxas, mas de deliciosidade e praticalidade garantida. 
E mais algumas surpresas que em devido tempo anunciarei.
 
(e depois de um belogue de humor, um de opiniões, um de pai, um de receitas… talvez deva a começar a pensar em criar um belogue sobre A arte de Passar a Ferro, mas isso ainda estou a aprender - lençóis, toalhas, calças, t-shirts ainda vai, o pior é camisas e coisas com formatos esquisitos. Ah! E quando começar a aprender a bordar, eu aviso).
publicado por joao moreira de sá às 10:16
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Manjares do Arcebispo" (2ª edição disponível em paperback 11.35€ e e-book download 2,50€)


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Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 39 anos (embora um teste da Sábado diga que na realidade tenho 47). Presentemente desempregado mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir ser pago para escrever. jmoreiradesa@gmail.com

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